Como utilizámos Inteligência Artificial para colocar uma casa num terreno

Recentemente trabalhámos com um consultor imobiliário com um terreno para vender e o que faltava era algo simples — conseguir mostrar a casa naquele terreno como se já estivesse construída.

Plantas técnicas não geram emoção.
Terrenos vazios não vendem futuro.

Era necessário transformar desenho numa visão.

Fotografámos o terreno exatamente como ele é. Ainda por cima estava um dia mais escuro e nublado, mas a base tinha de ser autêntica, porque qualquer construção digital teria de respeitar essa realidade.

Do projeto técnico à imagem final

Antes de usar Inteligência Artificial, analisámos o projeto: volumetria, proporções, orientação solar e relação com o espaço envolvente. A IA ajudou a gerar a estrutura base da moradia, mas o resultado final exigiu direção criativa e integração manual cuidada.

A etapa mais exigente foi inserir a casa no terreno real. Trabalhámos sombras, textura do solo, escala, profundidade e coerência de luz. O objetivo não era criar um render apelativo, mas uma imagem credível — algo que parecesse já existir, pois quando a visualização é bem executada, deixa de ser um exercício digital e passa a ser uma ferramenta de venda.

O impacto

Depois de receber as imagens, o cliente deixou de explicar o projeto e passou a mostrá-lo. Os investidores compreendem melhor o potencial e os compradores conseguem projetar-se no espaço.

Visualizar reduz incerteza e por conseguinte incerteza aumenta decisão.

A Inteligência Artificial, quando usada com critério e estratégia, não substitui visão técnica — amplia-a.

Se está a vender algo que ainda não existe, talvez o primeiro passo não seja construir.
Seja tornar visível.

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Vender não é um processo. É um comportamento humano.