O teu funil está furado? Aqui estão os 5 buracos mais comuns (e como tapá-los)
Vamos começar pelo que ninguém gosta de admitir: a maioria dos empresários não tem um funil de vendas. Tem uma sucessão de tentativas, ou seja, publica porque “é preciso publicar”., investe em anúncios porque “dizem que funciona”, faz um site porque “dá credibilidade”.
Mas nada está pensado como um sistema. Nada está ligado a uma decisão final. O resultado não é falta de vendas — é perda constante de oportunidades que já estavam meio convencidas, mas nunca chegaram ao fim do caminho.
Um funil furado não faz barulho, mas simplesmente drena resultados.
Buraco #1 — Atrair atenção sem objetividade
Muitos negócios conseguem atenção. Poucos conseguem atenção qualificada. Este é o primeiro grande problema: comunicar para todos na esperança de que alguém compre. O conteúdo é vago, o discurso é genérico e a marca acaba por não se posicionar de forma clara. Quando isto acontece, atrais curiosos, seguidores passivos e pessoas que nunca irão comprar — e afastas quem realmente precisava de ouvir exatamente aquilo que tens para oferecer.
Aqui nasce uma falsa sensação de progresso: métricas sobem, ego fica confortável, mas as vendas continuam erráticas.
Na Chão em Lava começamos sempre pelo mesmo ponto: clareza brutal. Clareza sobre quem é o cliente ideal, quais são as dores que ele reconhece como urgentes e que linguagem o faz sentir “ok, isto é para mim”. A partir daí, o conteúdo deixa de ser decorativo, porque filtra logo à entrada.
Sintetizando:
Conteúdo que fala com dores específicas vende mais do que conteúdo bonito
Posicionamento claro afasta leads errados e poupa tempo comercial
Vídeo e fotografia só funcionam quando têm objetividade estratégica
Buraco #2 — Falta de confiança no meio do caminho
Mesmo quando atrais a pessoa certa, a maioria dos funis falha no ponto mais crítico: confiança. O potencial cliente está interessado, mas não seguro. Gosta do que vê, mas ainda não sente que “é óbvio avançar”. E quando a confiança não é construída ativamente, o cérebro humano faz o que sabe fazer melhor: adiar decisões.
Aqui, muitos negócios acham que basta listar serviços, mostrar logótipos ou escrever “somos especialistas”. Não basta. Confiança constrói-se com proximidade, contexto e repetição. Com provas reais, humanas, imperfeitas até — mas verdadeiras.
É por isso que trabalhamos tanto vídeo, fotografia e conteúdo de bastidores. Não para “embelezar”, mas para mostrar processo, pensamento, postura e coerência. As pessoas compram quando sentem que sabem o que esperar — e isso não se cria com stock photos nem frases genéricas.
Em resumo:
Testemunhos mal trabalhados não geram confiança
Bastidores e processo vendem mais do que slogans
Vídeo real reduz drasticamente o medo da decisão
Buraco #3 — O cliente não sabe qual é o próximo passo
Este buraco é subtil, mas devastador. O cliente chega ao fim do conteúdo, do site ou da página… e fica suspenso. Não sabe exatamente o que fazer a seguir, nem sente urgência suficiente para agir. Quando isto acontece, o funil não falha por rejeição — falha por inércia. Muitos empresários têm medo de ser claros na chamada à ação. Medo de parecerem comerciais, insistentes ou “agressivos”. Mas a verdade é simples: quem não orienta, perde. Um bom funil não empurra — conduz. Mostra o próximo passo de forma natural, lógica e alinhada com o momento do cliente.
Na Chão em Lava estruturamos páginas, conteúdos e campanhas sempre com um objetivo claro: transformar interesse em movimento. Não é só “fala connosco”. É explicar porquê, para quem, quando e o que acontece depois.
Pontos-chave:
CTA genérico gera indecisão
Estrutura clara reduz fricção
Copy orientada à decisão acelera vendas
Buraco #4 — Marketing que não promove as vendas
Aqui entramos num erro estrutural muito comum: marketing a funcionar como entretenimento e vendas a funcionar como improviso. O conteúdo não prepara o cliente, não responde objeções e não cria contexto para a proposta. Depois, quando chega a hora de vender, tudo parece frio, forçado e pesado.
Marketing e vendas não são departamentos separados. São partes do mesmo sistema. O bom marketing faz metade do trabalho comercial antes da conversa existir. Explica, educa, posiciona e elimina dúvidas. Quando isso não acontece, a venda fica sempre mais difícil do que precisava ser.
É por isso que a nossa abordagem não é “fazer posts” ou “fazer vídeos”. É alinhar mensagens, argumentos e provas desde o primeiro contacto até ao fecho. O funil deixa de ser uma sucessão de tentativas e passa a ser uma preparação progressiva para o sim.
Em síntese:
Conteúdo deve responder objeções antes da proposta
Branding sem ligação a vendas é só estética
Funil alinhado encurta ciclos de decisão
Buraco #5 — Inconsistência que impede o funil de aquecer
Por fim, o erro mais subestimado: falta de consistência. Muitos negócios fazem “picos” de marketing. Um mês sim, dois não. Uma campanha aqui, outra ali. O problema é que funis precisam de repetição, dados e aprendizagem contínua para funcionarem bem.
Sem consistência, nunca sabes o que está a funcionar. Nunca ajustas com base em padrões reais. Nunca crias presença suficiente para seres top of mind. E depois surge a frase clássica: “já tentei marketing e não funcionou”.
Funcionou pouco tempo. E pouco tempo não chega.
Na Chão em Lava entramos precisamente aqui: planeamento, execução contínua e melhoria progressiva. O funil deixa de ser um evento e passa a ser um ativo.
Resumo prático:
Consistência vence criatividade esporádica
Funis precisam de tempo para maturar
Marketing contínuo reduz dependência de esforço comercial
Conclusão
Antes de tentares vender mais, faz uma pergunta mais inteligente:
onde estou a perder vendas que já podia estar a fazer?
A maioria dos problemas de faturação não se resolve com mais tráfego, mais posts ou mais anúncios. Resolve-se ao tapar buracos estratégicos num funil que nunca foi pensado como sistema.
Na Chão em Lava, não executamos peças soltas, mas sim operacionalizamos a visão do empresário, transformando atenção em confiança e confiança em vendas reais.
Se sentes que o teu funil está furado, provavelmente está.
A diferença está em quem decide continuar a perder… e quem decide corrigir.

